Como nosso corpo combate um vírus? – U+

Como nosso corpo combate um vírus?

14 de abril de 2020

Entenda como nosso próprio sistema imunológico está pronto para entrar em ação e ser nosso melhor remédio.

Por Carlos Ferreira, editor de texto do Vida Veda.

Muitas vezes somos atacados por organismos (bactérias, fungos, vírus, parasitas, etc.), mas não sentimos, ou temos sintomas leves. Isso não se deve apenas a baixa resistência desses invasores, mas, a nossa defesa biológica natural contra eles: o sistema imunológico.

O sistema imunológico é extremamente complexo e composto por diversas estruturas biológicas e órgãos em que as células de defesa são geradas. Ele funciona como uma barreira natural do nosso corpo às ameaças externas. Será que já nascemos com essa proteção, ou ela é gerada conforme o passar do tempo?

Antes, é necessário entender do que estamos sendo protegidos. Convivemos diariamente com diversos microorganismos, eles podem nos ajudar em alguns processos, como é o exemplo da microbiota intestinal (espalhados por todo nosso trato intestinal), que auxilia na absorção de nutrientes; ou, nos gerar doenças, como no caso dos vírus.

Os vírus podem, ou não, ser considerados seres vivos. Isso porque são acelulares (não possuem células) e dependem de outras para se multiplicar. Quando eles se hospedam em nossas células, podemos ter instaladas diversas doenças conhecidas como viroses, sem termos nenhum sintoma, ou adquirirmos patologias para as quais, até o momento, não existe cura, como o HIV. Enquanto algumas bactérias podem nos fazer bem, os vírus nunca o farão; no máximo, não são patogênicos, ou seja, não nos geram doenças.

Agora sim, podemos esclarecer que as reações do nosso sistema imunológico podem ser entendidas como parte da chamada imunidade inata ou da adaptativa.

A imunidade inata (como o próprio nome indica) é aquela que nasce conosco e é composta por dois mecanismos: os externos e os internos.

Os mecanismos externos são aqueles que funcionam como barreiras físicas aos microorganismos, ou seja, vão impedir que eles entrem em nosso corpo. Nossa maior barreira externa é a pele, assim como a acidez do nosso trato digestório e a acidez do trato geniturinário (órgãos genitais) que também auxiliam nesse bloqueio físico. O sistema respiratório, assim como os outros, faz parte dessa barreira, pois algumas de suas células são responsáveis pela expulsão de muco com microorganismos.

Os mecanismos internos são aqueles que passam a funcionar caso os microorganismos adentrem nosso corpo. São uma série de células que identificam e destroem o que é considerado doença; essas células são chamadas de fagocitárias porque ingerem e matam os invasores. Além dessas, existem outras células que dão sinais ao sistema nervoso para evitar a disseminação dos vírus, uma espécie de alerta geral para todo o corpo.

Já a imunidade adaptativa, é aquela que desenvolvemos conforme o contato com os microrganismos patogênicos. A grande diferença desse sistema é que ele age especificamente em espécies que estão desequilibrando nosso corpo naquele momento.

Outra característica particular dessa imunidade é que ela contém memória: enquanto um grupo de anticorpos é criado para combater os invasores, outros são guardados para, em caso de uma segunda infecção, serem acionados. É, portanto, por meio dessa imunidade adaptativa que geramos nossos famosos anticorpos.

Isso significa que nascemos com um sistema imunológico já funcionando, e que, com o tempo ele, vai se ampliando e se adaptando para lidar com outros vírus e bactérias que não conseguimos eliminar.

Resumindo: então, como nosso corpo combate um vírus?

O primeiro processo é impedindo-o de entrar, o segundo é o dos mecanismos internos que identificam e destroem esse vírus e, se ainda assim ele sobreviver, temos o terceiro processo: o da imunidade adaptativa, que o ataca especificamente naquele momento, criando anticorpos e gerando uma memória para reagirmos, caso sejamos infectados novamente.

E o Ayurveda?

O principal auxílio que o Ayurveda pode nos dar em relação ao nosso sistema imunológico são as orientações sobre como aumentar nossas barreiras naturais. Como? Fortalecendo os quatro pilares da saúde: alimentação, sono, movimento e silêncio.

As noites bem dormidas, assim como os exercícios físicos, a longo prazo, aumentam a qualidade de seu sistema imunológico. O silêncio (aqui entendido principalmente como práticas de meditação) também é um fator importante para impulsionar nossa imunidade, já que o estresse a diminui. Uma alimentação adequada pode contribuir para ampliar nossas defesas pessoais, isso porque a digestão e a absorção de nutrientes são essenciais para manter esse sistema funcionando perfeitamente.

Uma dica do Vd. Matheus Macêdo!

“Uma alimentação adequada (alimentos não processados) significa principalmente uma alimentação com uma alta densidade nutricional, ou seja, aquilo que você escolhe comer deve ser muito nutritivo. Se você come morango, beterraba, espinafre, eles têm altas taxas nutricionais, se acrescentar cúrcuma, então… Mas se, ao invés disso, você comer um hambúrguer, por exemplo, não estará ajudando seu sistema imunológico, já que ele tem uma baixa densidade nutricional.”


Créditos: Freepik/Schantalao

Se você está preocupada com o coronavírus, assista a esse Projeto 0800, lá você vai encontrar dicas de como enfrentar a crise, fortalecendo sua imunidade.

Podemos concluir, então, que nosso corpo já possui as melhores defesas para combater qualquer invasor, incluindo aí os vírus. No entanto, temos o dever de evitar que esses microorganismos encontrem um ambiente propício para sua multiplicação em nosso corpo, e isso se faz com autocuidado e auto-observação.

Nesses tempos de crise, nunca é demais lembrar: cuide-se! Fique em casa, se puder; lave bem as mãos e use máscaras de pano para evitar a disseminação do coronavírus. Apesar de o nosso ser um sistema completamente preparado, podemos não estar cuidando tão bem dele quanto achamos; por isso, o ideal é que evitemos qualquer forma de contato com esse tipo de vírus contra o qual ainda não existe um remédio comprovadamente eficaz, tampouco vacina. Assim evitamos pegá-lo ou disseminá-lo para pessoas mais suscetíveis a desenvolver os sintomas mais graves.

Se você quer saber mais sobre nossa imunidade não perca a chance de se inscrever no nosso seminário sobre a temática! Dia 25/04, três especialistas, juntamente com o Vd. Matheus Macêdo, vão se aprofundar nesse tema na primeira edição dos Seminários Vida Veda.

Créditos: Freepik

Fontes de consulta:

Sobre os vírus não serem benignos

Sobre a imunidade inata

Sobre a imunidade adaptada

Projeto 0800 #233

Revisão: Elisabete de Carvalho Sposito


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